Só para variar eu briguei com a minha mãe, só que dessa vez a coisa foi mais trash.
Eu estou louca para sair de casa, para tomar as minhas próprias decisões, para ser eu mesma: livre, leve e solta. Mas por enquanto isso não passa de um sonho. Um sonho que eu não pareço ser capaz de conquistar. Um sonho que parece ser impossível, que nunca vai passar de apena um sonho.e que com o passar dos tempos vai ficando apagado.
Na maioria das vezes a única solução que eu encontro é a morte.
Se eu morrer tudo seria bem mais fácil, ninguém ficaria mais me enchendo o saco e ninguém perderia fios de cabelo por minha causa... Mas o que sempre me segura é ele
Pensar nele me faz querer continuar aqui e por aqui. Pensar nele me faz desistir de passar na farmácia ou atravessar a rua sem prestar atenção... mas e quando eu não o tiver mais por perto?
Esse é o começo daquela carta a ser encontrada comigo:
"Isso não foi culpa de ninguém à não ser minha.
Era para eu ter morrido anos atrás. Eu deveria ter morrido na gestação, mas não morri; eu deveria ter morrido de insolação, mas não morri; eu deveria ter morrido ao cair de um prédio, mas não morri; eu deveria ter morrido de tantos remédios que tomei, mas não morri.
Eu só espero que dessa vez eu não fique no quase. Eu espero que dessa vez eu chegue ao meu destino final e acabe com todo o meu sofrimento.
Isso não foi culpa de ninguém. Isso foi culpa minha. Digo isso por deixar as pessoas fazerem as minhas escolhas, por deixá-las mandar em mim, no meu corpo, na minha alma e, principalmente, na minha mente.
Mas espero que as coisas não sejam mais assim"
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