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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Vingança

Leslie lera histórias de amor e ouvira canções de amor, mas nada a preparara para essa realidade incrível. Sempre pensara que as letras românticas eram bobagens sentimentais. Sonhos irreais. Sabia melhor agora. O mundo parecia subitamente mais brilhante, mais belo. Tudo era impregnado de magia, e o mágico era Oliver Russell.

Este era o começo da estória. Ela, que havia sido abandonada pelo pai que a trocou pela filha de sua nova mulher, resolveu abrir seu coração para um cara que ela julgava ser bom o bastante para ela... Como estava enganada.
Quando, novamente, foi trocada pelo homem de sua vida por outra, jurou vingança. E é disso que irei falar hoje: Vingança!
Mudou de cidade, seduziu o dono de um dos jornais locais, acabou com o sindicato que a estava impedindo de tornar o jornal algo grande, ficou viúva (mas isso não foi por culpa dela) e com isso cheia de dinheiro para comprar um jornal acabado de outra cidade, erguê-lo, acabar com o concorrente... Olhe só do que uma mulher é capaz para acabar com o cara que a fez sofrer.

Eu sou vingativa (e muito) e mulher, o que me torna vingativa duas vezes!
Minha primeira vingança não foi algo que eu arquitetei para que desse certo. Não foi algo que eu planejei para ver minha adversária humilhada e sozinha #ForeverAlone (Isso ocorreu há quase 10 anos... até hoje ninguém fala com ela). Foi uma coisa infantil mas que me fez odiá-la para sempre.
Carolzinha fingia ser minha amiga, mas metia o pau por de traz de mim para a Marília e fazendo com que ela e as outras pessoas não quisessem ser minhas amigas. Eu demorei a perceber o que a Carolzinha estava fazendo até que um dia achei um bilhete jogado em uma planta perto da Marília. Quando abri o bilhete estava escrito:

"Marilía, orelha de elefante.
Assinado, Jéssica"

Claro que é uma coisa completamente estúpida de se fazer! Imagine só se EU assinaria um bilhete no qual eu estou ofendendo alguém? Mas enfim... Marília viu o bilhete e achou que eu era falsa com ela. Pedi desculpas, disse que não fui eu e tentei mostrar que era a Carolzinha que estava fazendo intrigas, mas ela não quis me ouvir.
Odeio ser injustiçada e chamada de mentirosa. É algo que não suporto.
Então, um dia, eu vi a Carolzinha pegando a bicicleta da Marília emprestada (com certeza sem seu concentimento). Liguei para Marília e perguntei se ela havia emprestado sua bicicleta para Carolzinha, ela disse que não e eu contei o que estava acontecendo. Ela desceu, escondeu-se atrás de uma planta para ouvir a minha briga com a Carolzinha que confessou tudo! Disse que as pessoas gostavam mais de mim do que dela e que isso não era justo, pois ela os conheceu antes de mim. Disse que eu estava roubando suas amigas e que agora ela havia conseguido fazer com que todas me odiassem. Confessou que ela escreveu o bilhete e disse que pretenderia quebrar a bicicleta da Marília e dizer que fui eu.
Uhhhhhh!!
Essa cena é a que vive mais fresca em minha mente.
Marília saiu de trás da moita e aí foi uma puta confusão. Elas brigaram, Carolzinha chorou, Marília a humilhou e disse que eu era mil vezes melhor do que ela. Nunca mais a Carolzinha saiu com alguém do condomínio na vida. Lembro da Carolzinha apontando o dedo pra mim e dizendo:

“ Você vai pagar pó isso. Você vai ver!”

Ela só se esqueceu de um detalhe: eu sou vingativa duas vezes!
Só sabemos que ela ainda mora lá porque seu irmão (autista) ainda nada pelado e faz algumas confusões.


Por ser vingativa (duas vezes) é de se esperar que eu tenha uma ampla lista de vinganças malignas e cheias de ódio... hãn... Não! Eu não me lembro de planos maliciosamente arquitetados para desmascarar alguém, mas tem um que eu não esquecerei jamais.

Como eu disse anteriormente eu odeio ser injustiçada, que me chamem de mentirosa e que ponham palavras em minha boca.

Novembro de 2005...
Aniversário do Tutu na Decathlon...
Fomos jogar bola à tarde e eu (de shortizinho-inho-inho) fui jogar no gol. Digão era o único do meu time que ficava na zaga. Brincadeiras aqui, brincadeiras ali. Um elogio aqui, um elogio ali... paixonite!
Depois daquele dia a gente se falava quase todo dia pelo MSN e no dia 18/01/2006 eu disse que tava a fim dele (pelo MSN, claro!). Ele disse que estava namorando, que não poderia me prometer nada MAAAAAAAAAAAAAAAS se eu quisesse a gente podia ficar, sem compromisso e escondido.
Eu (lógico) aceitei. Ser a outra, uau!
Eu não gostava da namorada dele mesmo. Ela me parecia muito nariz empinado.
É claro que depois de uns meses eu não agüentei e contei para duas pessoas que eu e Digão estávamos ficando escondidos. Contei para a Isadora (amiga dele e namorada do melhor amigo dele) e pra Fernanda (amiga minha... e pouca simpatizante com ele). A Fer me disse: Mas ele não está namorando?, e a Isa me disse: Impossível! Digão não iria trair a Nati (namorada dele). Você ta mentindo Jehkosa!
Mais uma vez eu sou a mentirosa. Porque as pessoas não podem esperar o pior dos homens? #Shit
Lógico que ela não ficou calada. Contou pro Giovanni (namorado dela) que foi tirar satisfações com o Digão que disse, na minha cara, que eu estava mentindo.
Ninguém (quase) acreditou em mim. Minha raiva máster aconteceu em uma conversa minha com o Gi, o Taka e o Mathias. Estávamos nós quatro no salão de jogos conversando e o Gi disse:
 - Ah é Jehkosa! Então me diz quando e como foi.
E eu contei tudo nos mínimos detalhes. Até disse que poderia mostrar a conversa de MSN, mas ele não quis. Já o Taka disse:
 - Eu acredito em você Jé.
 - Eu também – disse o Mathias
Claro que eles acreditariam... já haviam provado do meu doce –‘
Foi aí que eu botei em minha cabeça que eu TINHA que provar que eu não estava mentindo.
Numa tarde eu estava conversando com a Camilinha, a Isa e a Fer quando a Camilinha me disse:
- Jehkosa, é só você me provar que eu acredito em você. Não posso acreditar que o Digão faria algo assim.
Quando saí dali eu entri no MSN. Parece até que ele estava sentindo que eu ia entrar porque ele entrou também. Fingi que estava tudo bem, conversei, provoquei, me insinuei e ele me convidou pra fazer-lhe uma visitinha. Fiquei animada. Era a minha chande. Olhei pela janela e as meninas ainda estavam lá em baixo. Disse-lhe que era para me esperar que eu estava indo em sua casa.
Quando passei pelas meninas eu disse:
 - Bom... vocês querem um prova? Ele me convidou pra ir na casa dele. Vocês sobem comigo, se escondem na escada e ouvem toda a conversa.
Lógico que elas correram pro Bloco D comigo. Entraram na escada e ouviram ele se insinuando todo pra cima de mim, me convidando para ir pro seu quarto e eu dizendo que agora não dava mas que de noite, na garagem, entre os carros, a gente conversava.
Chamei todo mundo. Isa, Gi, Taka, Mathias, Fer, Camilinha, Junior, Luquinhas... todo mundo.
O plano era: eles iam antecipadamente, se escondiam entre os carros e eu levava meu MP3 (com gravador para os que não conseguissem ouvir nossa conversa).
Às 7 horas ele estava lá. Perguntou-me porque eu havia marcado lá e pediu para irmos pro 13º (aham! Senta lá Claudia) porque ele viu o Júnior descendo pra garagem. Eu disse que não e ele viu que tinha algo de errado, mas já era tarde demais. Todo mundo viu ele me abraçando e me pedindo pra ir pro 13º com ele.

Vingança gostosa. Mas foi melhor ainda ver todo mundo me pedindo desculpas por não ter acreditado em mim.


Na foto (esq. -> dir): Mathias, Japa, Taka, Marcelinho, Tutu, Camilinha e eu (no chão)
Niver de 15 anos da Fer. Nesse dia eu e camilinha nos ofereçemos para entrar com ela pois ela não quiz um principe. hahha








Na foto (Esq. -> Dir): Marcelão, eu, Isa, Camilinha e Junior. Essa foto é engraçada porque a Isa e Camilinha viviam lutando pra ver quem ficava definitivamente com o Júnior... bom, nessa hora era a Camilinha.

E essa foto foi tirada por mim na despedida da Camilinha. Eu não quis aparecer pois estava com raiva dela.
Na foto (atras): Felipinho e Taka na moto.
Na foto (deitado): Mathias
Na foto (De pé): Digão
Na foto (no banco): Japa, Camilinha, Fer e Moni.

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