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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Maternidade

Estava assistindo o episódio 'Maternidade' da primeira temporada de House quando algo me tocou.
O episódio conta a história de seis bebês que contraíram um vírus e estão morrendo. As mães entram es desespero pela morte eminente e ficam esperando a morte de seus filhos a cada segundo. Sempre há o pacinente principal, aquele que aparece no começo e aquele o qual todos falam. No caso são pais de primeira viagem que tem a sua filha doente.
Eles tem filha isolada em uma sala junto com um outro bebê doente que estão sendo usados como 'cobaias'. A mãe da 'personagem' principal a está olhando pelo vidro quando o Dr. Chase sai da sala. Eles trocam meia dúzia de palavras e ela diz:
- É inevitável não, é?
- O que?
- Minha vizinha... ela perdeu a filha e logo depois ela se separou do marido...
- Olha, eu não sei o que ocorre com os pacientes depois que eles deixam o hospital, mas não pense nisso.
E realmente dá pra perceber que o marido se afastou dela depois que descobriu que a filha está quase morrendo. É estranho pensar que você fez votos em frente ao padre de "Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe" e na primeira tristeza ele resolve largá-la, na primeira doença ele resolve que não aguenta o traco e na primeira morte a solução é nunca mais se verem.
Sim, eu concordo que com a morte da filha cada vez que ele olhar para a sua esposa vai lembrar daquela criança que poderia estar correndo, brincando pela casa e que infelizmente está sendo decomposta a sete palmos do chão, mas e pra esposa? Será que as pessoas pensam que só o marido tem problemas de 'semelhanças'?
Provavelmente a mulher também irá olhar para o marido e lembrar da filha, lembrar do que poderia fazer com ela, do quanto amor e carinho poderia dá-la mas não pode porque ela morreu dias após o nascimento.
Eu não posso ter certeza do que digo porque nunca fui casada e nunca tive filhos, mas eu tentaria 'esquecer' o ocorrido, tentaria superar a morte da minha/meu filha(o) e faria outro [afinal, tentar é o melhor que há], mas como você deve estar pensando, não é isso que a maioria faz e eu poderia não fazer também, poderia simplesmente esquecer tudo o que eu disse agora do sofrimento do casal, que eles deveriam continuar juntos, que eles deveriam superar a morte e me divorciar do meu marido.
Não sei... é complicado. Mas eu senti dó dela. Sorte que eles se reaproximaram e mesmo com a possível morte do bebê eles ainda estavam lá, de mão dadas, juntos!

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